Bahia e Diadema comemoram novas ciclofaixas. São Paulo dificulta participação popular em conselho

Hoje, o governo petista da Bahia inaugurou uma ponte de um quilômetro de extensão ligando Xique-Xique à Barra. Junto à pista dos carros vai uma ciclofaixa bidirecional. Elas ligam as cidades separadas pelo Rio São Francisco. Isso não deveria ser nada demais, uma vez que foram investidos R$ 133 milhões nessa obra. Mas não é todo governo que presta atenção na mobilidade ativa.

Quase bateu o recorde da Pedro Ivo

É possível que a ciclofaixa baiana seja a segunda via para ciclistas em ponte mais longa do Brasil. Outras conhecidas são:

Ponte Pedro Ivo – Florianópolis – 1.250 metros (ainda em restauração);
Ponte Hercílio Luz em Florianópolis (SC) – 820 metros;
Ponte do Camburi – Vitória (ES) – 650 metros;
Ponte Laguna – São Paulo (SP) – 360 metros;
Ponte do Paiva – Jaboatão dos Guararapes (PE) – 320 metros.

Ciclofaixa na periferia

No domingo, outro governo petista está incentivado o uso das bicicletas e vai inaugurar mais de cinco quilômetros de ciclofaixa em Diadema. São 2,85 km para ir e 2,85km para voltar na avenida Doutor Ulysses Guimaraes. A administração local conta com o expertise de Suzana Nogueira, especialista em mobilidade ativa que implantou os 400 km do sistema cicloviário no governo de Fernando Haddad em São Paulo e projetos em Fortaleza (CE).



Primeira ciclofaixa de Diadema terá 2,85 quilômetros de cada lado da avenida Doutor Ulysses Guimarães

Conselho paulistano sob ataque

Já a prefeitura de São Paulo, que neste ano sequer promoveu manutenção nas ciclofaixas, (muitas na periferia estão sumindo do asfalto) e ainda tenta desenrolar duas concorrências de ciclovias iniciadas em 2020 resolveu minar a participação popular no conselho de trânsito.

O edital para eleição ao Conselho Municipal de Trânsito e Transportes CMTT, no qual entidades ligadas a modais como ciclistas, taxis, transporte público e pedestres podem indicar pessoas para participar da eleição, foi publicado com uma condição no mínimo controversa que em tese tira do jogo a principal entidade de representação de ciclistas ativistas: a Ciclocidade.

Para poder participar da eleição, ela teria que ser integrante de um cadastro de OSC/ONGs que a prefeitura possui, uma espécie de passaporte dado às instituições que recebem dinheiro de projetos do município como a lei de incentivo à cultura e emendas parlamentares.

Uma burocracia desnecessária, já que a Ciclocidade não pretende receber dinheiro da prefeitura.

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