Receita de bicicletarias em 2021: 42,5% vendas de bikes; 27,8% mecânica; 10% bike fit

Com informações da Assessoria de Imprensa – Segundo a Pesquisa Anual de Comércio Varejista de Bicicleta da Aliança Bike lançada nesta semana, os serviços mecânicos e de reparação são responsáveis por 27,8% do faturamento de uma loja de bicicletas – um aumento de 30% em relação ao ano anterior.

A Pesquisa 2021 foi realizada com 183 lojistas de 20 estados diferentes do Brasil e também revelou que as vendas cresceram 34% no primeiro semestre de 2021 em relação ao acumulado nos seis primeiros meses de 2020.

Quem apresentou alta na composição de faturamento das lojas foi o bike fit, que é um serviço especializado por ajustar a bicicleta sob medida para a ciclista. Ele responde atualmente por 10% da receita das lojas que o possuem.

Já a participação da venda de bicicletas no faturamento das lojas despencou 11%. No primeiro semestre de 2020, era de 47% e caiu para 42,5%, em 2021.

Também houve um acréscimo na comercialização de acessórios (mais 1,7%, representando 23,45% do total) e de componentes (crescimento de 3,4%, alcançando 25,58% do total).

Número de bicicletas comercializadas

De acordo com as lojas da Pesquisa Anual, quase 85% delas venderam até 500 bicicletas no ano passado, sendo que 44% comercializaram entre 101 e 500 unidades e 7% ultrapassaram mais de 1 mil unidades.

A Pesquisa também trouxe dados importantes quanto ao faturamento anual das lojas brasileiras de bicicleta. 54% têm faturamento entre R$ 101 mil e R$ 1 milhão e 7% têm faturamento superior a 4,1 milhões de reais. Quase um quarto é de microempreendimentos com faturamento de até R$ 100 mil por ano.

Outro dado interessante: existe uma curva acentuada de crescimento do faturamento com o passar dos anos. Comércios com faturamento de até R$ 100 mil por ano têm idade média de funcionamento de quase 8 anos, enquanto os com faturamento acima de R$ 5,1 milhões têm acima de 22 anos.

Os tipos de bicicletas mais vendidos

Tomando como base os dados da Pesquisa Anual de Comércio Varejista 2021, é possível formar um perfil típico de uma loja de bicicletas no Brasil:

– Loja com 4 funcionários, com faturamento anual médio entre R$ 501 mil e R$ 1 milhão e no mercado há 10 anos.

Em relação aos modelos comercializados, fica clara mais uma vez a preferência pelas mountain bikes no Brasil: ela está presente em 98% dos comércios especializados em bikes. Além disso, as MTB’s também representam a maior participação no volume de vendas.

O grande destaque, porém, são as elétricas. De 2018 até 2021, o crescimento de lojas que passaram a vender modelos elétricos foi de 150%. Atualmente, metade das lojas no Brasil já trabalha com algum modelo de bike elétrica.

Outra tendência muito clara são as bicicletas modelo gravel, que nas pesquisas anteriores não foram incluídas: elas já estão presentes em 35% das lojas. Outro indicador interessante é que 38% já trabalham com modelos infantis do tipo “balance bike” (bicicleta de equilíbrio).

Como a pesquisa de vendas do primeiro semestre já havia apontado, as bicicletas chamadas de entrada são maioria: 61% das bikes vendidas têm valor de até R$ 3 mil. As que custam acima de R$ 10 mil representam 5% das vendas.

Vendas online

Mais um dado relevante da Pesquisa é uma tendência que pode ter sido acelerada pela pandemia. O comércio eletrônico de bicicletas e componentes cresceu 11 pontos percentuais de 2020 para 2021, sendo uma prática já presente em 51% das lojas brasileiras.

Dentre as modalidades de comércio eletrônico, 38,2% se utilizam apenas das plataformas de marketplace, enquanto 30,9% utilizam apenas website próprio para as vendas online. Outros 30,9% combinam tanto site próprio quanto anúncios e vendas através de marketplace.

A plataforma mais utilizada, com grande diferença, é o Mercado Livre, com 71,4%. A lista segue com OLX e Magazine Luiza (20,4%), Instagram/Facebook (16,3%), Americanas (12,2%). Logo abaixo, com o mesmo percentual do Submarino, está a Semexe, marketplace especializado em bicicletas que apareceu pela primeira vez na Pesquisa Anual da Aliança Bike.

Tendências para o ano

Das mais de 180 lojas que responderam à pesquisa, 63% acreditam que terão um 2021 com faturamento superior a 2020, enquanto que apenas 16% dos respondentes acreditam que o faturamento deve ser inferior. É bom lembrar: 2020 teve um crescimento de 50% em vendas de bicicletas em relação a 2019.

Perguntados sobre as medidas que fariam com que mais pessoas utilizassem a bicicleta, a redução da carga tributária, mais uma vez, foi a resposta com o maior número de indicações de prioridade: 66% dos respondentes indicaram que reduzir os impostos seria prioridade principal.

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