Uma trava de portão é uma alternativa para proteger a bicicleta do trabalhador. Custa só R$ 40

Cliquei esta bicicleta no começo da noite de quarta-feira, 28 de abril de 2021. É uma bike de trabalhador ou estudante, nota-se, e recém recuperada de algum fundo de garagem ou ferro velho. Parte do quadro, na base e no cano do selim, está enferrujada, mas percebe-se que o pedivela e a relação são novos e os freios estão em ordem. É coisa de quem investiu um dinheiro num transporte sustentável para o trabalho e vai economizar no mínimo R$ 200,00 por mês caso fosse usar o transporte público.

E como o dono não quer voltar a pé e não pode comprar uma u-lock importada, ele mandou logo uma daquelas travas de portão que podem ser adquiridas em casas de material de construção ou de ferragens. Já usei uma dessas no portão aqui de casa e é bem eficaz contra arrombadores eventuais.

Eu diria que é uma trava nível 8. Pode deixar a bicicleta na rua o dia inteiro que ninguém se atreverá a quebrá-la. E custa R$ 40,00 no Mercado Livre.

Simples e eficaz, a trava custa R$ 40 no Mercado Livre e pode ser encontrada nas lojas de material de construção do seu bairro

Tem sido muito comum eu ver bicicletas simples como esta amarradas em algum poste ou paraciclo próximos à estabelecimentos comerciais. Aqui na Vila São Francisco, Jaguaré e Rio Pequeno, por exemplo, existem muitas dessas bicicletas simples que ficam ali presas nos paraciclos durante todo o expediente. Elas pertencem a quem trabalha nas padocas, restaurantes e outras lojas do bairro.

E essa Houston por 700 paus?

Bicicleta hoje em dia é artigo que está em falta e quem tem para vender está puxando no preço. O Extra está oferecendo essa Houston Foxer aro 26 de 21 velocidades por 10 parcelas de R$ 70 reais. Isso mesmo, uma bicicleta bem simples como essa por R$ 700 reais.

Melhor garimpar algo mais barato no Bazar da Bike do Aromeiazero. Lá você pode achar bicicletas que foram doadas e depois reformadas por preços camaradas.

Bikes Houston no Extra Supermercados. Puxando no preço.

A crise de bikes é a crise do Brasil

A escassez de bicicletas e componentes no Brasil é culpa da pandemia de Covid-19, mas faz parte da crise do Brasil (diplomática, política, comercial, etc.etc.) #elenão.

Faltam peças no mundo todo, pois as fábricas fecharam ao mesmo tempo em que a demanda por bicicleta explodiu. Em São Paulo, muita gente ingressou em turmas de pedal para substituir os exercícios das academias enquanto outras não querem se arriscar em ônibus e metrô.

O grosso das peças vêm da China e Taiwan e as fábricas asiáticas atendem ao mundo todo e precisam priorizar as entregas para otimizar o uso de containers que também estão em falta no mercado de logística internacional.

Como moramos longe, para mandar um container aqui cheio de peças de bike seria necessário que ele voltasse cheio de produtos brasileiros. Mas a gente só manda soja e minério de ferro né? E isso não anda em container, logo, quem administra essas logísticas precisa otimizar o uso desse equipamento.

Então, vale aquela lei do taxista que cobra 50% a mais na tarifa se sair da cidade de origem, já que ele não tem autorização para pegar passageiro em outra cidade.

Crédito das Fotos: Rogério Viduedo

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