Peguei minha bicicleta e fui explorar a margem oeste Rio Pinheiros. É bela, mas precária

Fiz uma exploração da ciclovia da margem oeste dos rios Pinheiros e Jurubatuba na manhã do último domingo. Quis conhecer melhor e apresentar para dois amigos os oito quilômetros de uma infraestrutura cicloviária que liga a zona oeste à zona sul da Capital e que sempre foi tratada com descaso pelo poder público, que entendia ser suficiente a ciclovia que já existia na outra margem e era administrada pela CPTM.

Agora, no entanto, com a explosão de ciclistas gerada pela pandemia de Covid-19 e intenção de João Doria em despoluir esses rios, a margem oeste passou a ser vista com outros olhos pelo governo estadual, que já concedeu a estrutura para a iniciativa privada. Vai criar ali o Parque Novo Rio Pinheiros.

Um dos maiores problemas é o acesso na Ponte da Cidade Jardim. Não é para qualquer um descer por aquela escada de metal, instalada provisoriamente mas que se tornou definitiva. É preciso ter muita atenção para não escorregar nos degraus curtos ou se enroscar em ciclistas que andam no sentido contrário.

Tenha sempre seu kit remendo em dia ou carregue uma câmara reserva. Você vai passar por dentro de uma obra que está em andamento embaixo da ponte da Avenida dos Bandeirantes. Sempre pode pintar um prego.

Cuidado no corredor da grade amarela que afunila a pista e espreme ciclistas. Eu testemunhei uma mulher cair da bicicleta por causa dessa depressão do solo que, em geral pode ser desviada desde que haja espaço para isso. Naquele caso, ela optou por evitar bater no guidão da bicicleta que vinha no sentido horário mas perdeu o controle da bicicleta por causa da saliência do asfalto. Por sorte ela não se machucou.

Leve água e cuidado com caminhantes e corredores. Não adianta querer correr. É um local de contemplação. Você pode ver a plantação de pilares do monotrilho crescendo e fazer conjecturas sobre o discurso de entrega da promessa de despoluir o Rio Pinheiros e criar ali um Porto Madero, um centro de entretenimento na região portuária de Buenos Aires, na Argentina, com bares, restaurantes e centro de compras.

Eu fui até a Ponte do Socorro e voltei pelo mesmo caminho. Não sei se retornarei lá tão cedo, pois apesar de ser um passeio agradável ele é bem precário. Há outros problemas além da infraestrutura. São recorrentes os roubos de bicicletas nos pontos de maior isolamento, sobretudo nas pontes do Socorro e João Dias e não é recomendável andar ali sozinho em dias de semana e de noite. Nesse domingo, no entanto, cruzei com policiais em bicicletas e em automóveis, mas uma coisa é domingo, outra coisa são os dias da semana.

RVR

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