Prefeitura paulistana investe R$ 325 milhões em ciclovias e ciclofaixas onde não cabem triciclos

Bruno Covas é do PSDB e os secretários dele anunciaram no final do ano passado um Plano Cicloviário que vai acrescentar 173 quilômetros de ciclovias à capital paulista. O plano também prevê reformar 310 quilômetros existentes, o que já está em curso. O custo disso tudo será de R$ 325 milhões. A cidade deve chegar ao fim de 2020 com 676 quilômetros de vias segregadas para ciclistas.

Caio Ribeiro é vereador da cidade e também do PSDB. Ele criou com a ajuda de especialistas em logística e educação para negócios da bicicleta o projeto de lei 31/2019 que estipula a política de ciclo logística da Capital. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Vereadores e para sair do papel precisa da sanção do prefeito.

Se colocado em prática, a nova lei pode estimular a entrega de cargas com bicicletas e triciclos pela cidade e ainda criar empregos, diminuir congestionamentos e reduzir a poluição causada pelos transportes que usam o óleo diesel, uma das maiores pragas da atmosfera.

Covas e Miranda, do mesmo partido, talvez não estejam conversando. O plano cicloviário não prevê nas reformas ou nas novas ciclovias a adoção da largura mínima para a circulação de triciclos. A Lei de Caio Miranda, sim.

O descompasso do executivo e do legislativo foi alertado pela jornalista Renata Falzoni durante a apresentação do Plano Cicloviário para a imprensa. Edson Caram, secretário de mobilidade não soube responder e passou a bola para a representante da CET, Elisabeth França.

Pega desprevenida com a pergunta, foi evasiva e não conseguiu dar uma resposta convivente. Tem que ver, cada uma é uma questão“. Um triciclo precisa de no mínimo 1,50 de largura na via para poder trafegar com segurança.

O artigo 3º da nova lei é explícito: Parágrafo 1º – As novas estruturas cicloviárias deverão ser projetadas a fim de comportar a circulação de bicicletas e triciclos cargueiros, priorizando áreas onde há intensa atividade comercial e de serviços. Parágrafo 2º – Para comportar a circulação de bicicletas e triciclos de carga, as estruturas cicloviárias deverão apresentar largura mínima de 1,5m (unidirecional).

O Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito do Contran recomenda largura de 1,50 metro para ciclovias de mãos únicas, de modo que nenhuma cidade pode alegar desconhecimento no planejamento e execução das obras cicloviárias.

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