Esta série de textos de ciclistas que votam em Lula vem sendo publicada no site Jornal Bicicleta nos últimos dias e a pergunta é a mesma: por que você vota em Lula? As respostas que tive das colaboradoras e colaboradores são semelhantes e se resumem à não permitir a volta da barbárie que se avizinha caso vença o filho do Bolsonaro. Somos ciclistas ativistas e votamos em Lula por nossa sobrevivência já que, em geral, a direita odeia quem ser atreve a usar a bicicleta como meio de transporte.
Particularmente, eu voto e sempre votarei em Lula. Eu acho que ele vai ganhar no domingo e deve ser a última eleição que participa, mas se ele se candidatar a deputado, senador ou governador em 2030, votarei nele, simplesmente porque Lula deve ser a pessoa mais honesta e competente na política que conheço.
Imaginem: o velho barba é atacado na sua honra desde a década de 1970 e nunca, mas nunca mesmo, acharam qualquer coisa que o desabonasse. Tentaram derrotá-lo com a Lava Jato, mas a série de mentiras caiu por terra e ele só voltou mais forte.
Um amigo que é Lula mas não se envolve em política já me disse que eu estou por fora, que na calada da noite ele “com certeza” articula negociatas, propinas e arranjos para enriquecer ele ou os amigos e familiares. Eu respondo com a experiência que tenho de 30 anos de jornalismo e assessoria de imprensa e, mais recentemente, de filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT): não Madureira, ele não faz tais negociatas. Falo isso pois sei do ódio que esses patrões da comunicação possuem do Lula e sei como funciona a criação de factoides pela mídia com ajuda de consultores com as mais espúrias intenções.
Lula é foda e não se vendeu, nego! E não estou só: eu me espelho em gente da estatura de jornalistas como Juca Kfouri e José Trajano, Chico Pinheiro e de artistas como Chico Buarque, Marieta Severo, Fernanda Montenegro, Anitta, Gilberto Gil, Emicida, Mano Brown e tantas outras gentes boas que admiro. Não é possível que estejam erradas, eu sei que estou do lado certo da história.
Ingressar no PT foi um movimento em busca da verdade e da sobrevivência. Deu-se em 2017 por não concordar com o movimento de criminalização do partido que vinha em alta no pós-golpe dado por Michel Temer e asseclas conta nossa presidenta e ciclista Dilma Roussef em 2016. Como já me chamavam de petista devido aos meus posicionamentos progressistas, entendi que eu devia isso ao País, já que a extinção do PT – como ainda prega a extrema direita -, seria o fim da democracia. E não me arrependi pois, para mim, sempre foi motivo de orgulho ter um presidente que tirou o Brasil do mapa da fome e nos devolveu um orgulho que eu nunca imaginaria possuir do País, pois eu já era adulto a partir do final da década de 1980 e vivi os tempos sombrios da hiperinflação e carestia deixadas pela ditadura militar.
Eu não me arrependo de nada. Ser um cicloativista e estar no PT é uma das coisas mais legais que fiz, pois agora posso dizer com propriedade que não existem ladrões entre nós e, quando aparecem, são processados e deixam as fileiras do partido.
Ser um militante tem me ajudado em muitos aspecto da vida, pois ter causas a defender faz nossa existência ter mais sentido e fico feliz de neste momento ver tanta gente novamente usando os símbolos do partido pelas ruas, sem medo de ser feliz.
Crédito da Foto: Douglas Lefort – http://www.cicloativismo.com – 6/9/2024 – Ciclistas de esquerda do Pedalula se reúnem em frente ao Palácio da Alvorada em Brasília durante Fórum Mundial da Bicicleta
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