A Abraciclo, associação de que reúne fabricantes de bicicleta (Caloi, Sense, Oggi e Houston) e motos da Zona Franca de Manaus, realizou coletiva de imprensa em 10/10/2023. Mostrou que a produção de bicicletas em 2023 dever ser um pouco mais da metade do que era em 2019.
A estimativa é que sejam produzidas 510 mil peças até dezembro, uma queda de 45% em relação às 920 mil produzidas naquele ano, antes do início da pandemia, e queda de 14,8% em relação ao ano passado.
Atualmente, são produzidas na capital do Amazonas em média, por mês, 44 mil bicicletas. No acumulado janeiro/setembro de 2023, foram 379,9 mil unidades, baixa de 20,3% em relação ao mesmo período de 2022, que acumulou 476,6 mil bicicletas.

O novo vice-presidente do segmento de Bicicletas, Fernando Rocha, fez a primeira participação desde que assumiu o cargo. Ele é da Caloi e substituiu o Cyro Gazola. Ele apontou que a baixa produção é reflexo dos altos estoques no varejo e da indefinição do mercado internacional.
Ele destacou, no entanto as altas nos segmentos de estrada/speed no acumulado do ano (+19,3% de 7,4 mil para 8,8 mil) e bicicletas elétricas (+24,3%, de 8,2 mil para 10,3 mil).
Ocorre que esses segmentos, somados, não ultrapassam 5% de participação na produção, que é dominado pelas MTBs, com 59% do total e que tiveram queda de 26% no período em relação ao ano passado.
Rocha disse ainda que os associados devem investir R$ 183 milhões nas fábricas e estima que nos próximos três anos o crescimento da produção de elétricas deve chegar a 30% ao ano.

Para ter acesso à apresentação completa da Abraciclo, clique no link. https://www.abraciclo.com.br/site/wp-content/uploads/2023/10/Encontros-de-Imprensa-Outubro_v4.pdf
Bicicleta na Reforma Tributária
Eu perguntei para o novo presidente da Abraciclo, Marcos Bento, a posição da entidade sobre a campanha “Salve a Bike”, em que a Aliança Bike, entidade que reúne importadores e fabricantes de bicicletas fora da Zona Franca de Manaus, alega que a Reforma Tributária em tramitação no Senado Federal estaria colocando a bicicleta na mesma faixa de imposto de produtos alcoólicos e tabaco, o que foi desmentido pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
Eis a resposta de Marcos Bento:
“A discussão da reforma tributária se passa dentro do Congresso Nacional. No primeiro semestre, todas as ações foram localizadas na Câmara dos Deputados. E desde já a gente agradece porque nós conseguimos no primeiro semestre que fosse mantido o texto constitucional de manutenção dos benefícios da Zona Franca de Manaus até 2073.
“Relembrando que isso (substituição do IPI pelo Imposto Seletivo) é simplesmente uma manutenção daquilo que já tem no texto constitucional. Agora, a Abraciclo se concentra nesse segundo semestre nas discussões com o Senado Federal, que vai definir os rumos da reforma tributária. Essas discussões têm sido feitas com grupos de estudos técnicos do governo e nós acreditamos que será encontrada a melhor solução para que sejam mantidos os contratos já feitos, que é a manutenção da Zona Franca de Manaus até 2073.
“Um ponto muito importante a ser destacado e a ser esclarecido para toda a sociedade é que os produtos produzidos na Zona Franca de Manaus, tanto bicicletas quanto motocicletas, quando são vendidos para o consumidor final chegam com o IPI zero ou seja, o cliente final que compra uma bicicleta ou uma motocicleta produzida na Zona Franca de Manaus não paga o IPI (Imposto de Produtos Industrializados).
“Esse é o ponto principal que nós fabricantes estabelecidos na zona de Franca de Manaus estamos defendendo junto ao Senado”.
Descubra mais sobre Jornal Bicicleta
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

1 comentário